Um objeto descansa sobre a mesa, seus cantos são afiados, lâmina virgem, repousa plácido em tristeza vagarosa, sentindo cegar-se como noite densa. Quebra-se o silêncio como um vaso azul mesa abaixo, ruído súbito no chão, de pé, o punhal reflete o corpo de uma vida violeta, fragrante feminescência. Sentindo-se acorrentada pela ilusão da dor, tomou-lhe a mente os elos quebrar.
Desesperada, ainda experimentava a culpa ao abandonar a dádiva de viver. Descia a cena um semblante mudo que apreciava a tudo, em quieto auspício seus olhos enuvesceram em melancolia, tornando noite o coração outrora dia. Lágrimas deslizando em rios veiosos no rosto necro-belo, de juventude macia. Manchas de lápis e maquiagem a tudo inundam no alvorecer sem face, daquela Luz menina. A mão fria da Visitante Negra toca-lhe os lábios com um segredo cruel “Não se pode fugir das correntes de uns, sem nas de outros enfim descansar”.